Archive for the ‘análises’ Category

Flock, o navegador social

Wednesday, March 19th, 2008

O Flock é um navegador baseado no Mozilla Firefox, que ao contrário de muito software baseado em outro, apresenta uma boa proposta: ser um browser social. O Flock é, basicamente, um Firefox com a intenção de centralizar ferramentas populares que tornam a web mais alegre (2.0? No creo) dentro do browser, provendo fácil acesso a estas e parte de suas funções.

Dentre os serviços web suportados pelo amigo Flock (esse nome é mais amigável que o de outros browser, não é?), estão o Twitter (criei o meu para testar e gostei), Flickr, Facebook, del.icio.us e Gmail dos serviços que eu gosto.

A beleza do sistema está nas barras e botões abaixo dos botões tradicionais (voltar, atualizar…), incluindo a barra “people”, para ficar por dentro do Facebook e twittar, a barra horizontal “open media”, para acompanhar as novidades de acesso público e privado dos serviços de fotos/imagens e vídeos, o agregador básico de feeds, os favoritos, as notificações e acesso ao seu email e o “Open Web Clipboard”, para arrastar texto, links e imagens para serem resgatados mais tarde (semelhante melhor que as notas do Opera). Ainda há a barra para configurar as contas de todos os serviços. Também merece destaque o editor para blogs (o WYSIWYG só gera código porco, naturalmente) e a ferramenta de upload de fotos, que pode ser uma mão na roda.

twittando
* twittando no Flock

A idéia de integração com esses serviços externos é uma beleza para centralizar a “vida” na web (que coisa nerd!), mas eu, particularmente, dispenso isto. Sigo no Opera (pedindo socorro ao Firefox para passar pelos javascripts racistas anti-opera), porém espero ver mais idéias boas de integração e centralização de serviços no desenvolvimento do Flock e qualquer outro projeto semelhante, pois a qualquer dia eu posso pensar em aderir, por que não?

Facebook > Orkut ou MySpace = fato

Tuesday, March 11th, 2008

Uma hora ou outra eu sempre acabava lendo sobre o Facebook nos blogs por aí. Até poucos dias atrás eu havia testado somente o Orkut (inevitável) e o MySpace. Depois de testar o Facebook tenho que concordar com todos que afirmavam ser muito superior aos concorrentes, eles têm razão, o Orkut e o Myspace ficam no chinelo.

Vou comentar os pontos prós que eu gostei no Facebook. O Rodrigo Correia também publicou uma dúzia de bons motivos para migrar para o Facebook (vale a pena ler).

Redes (networks)

As redes do Facebook são baseadas em faculdades, escolas, empresas e regiões. Elas são realmente bem organizadas e restringem a entrada de membros com regras específicas (de acordo com o tipo da rede) para que estas sejam “sinceras” na medida do possível.

Grupos

Os grupos são as comunidades do Orkut (podem ser usados com as mesmas maneiras idiotas), mas com detalhes que deixam o Facebook na frente. Grupos podem ser definidos como abertos (qualquer um entra), fechados (administradores aprovam novos membros) e secretos (invisíveis, sendo a entrada permitida apenas para convidados – excelente!), além de o grupo poder ser atribuído a uma rede específica ou no escopo global.

Aplicações

As aplicações são como plugins para o Facebook. Com a api para desenvolvedores aberta, existem milhares de aplicações, das úteis as mais inúteis para as mais diversas funções para extender, integrar e personalizar mais o seu Facebook. Eu instalei a aplicação do iLike, que permite adicionar os artistas e músicas que gosto, exibindo-os em meu perfil, além de poder acompanhar novidades destes artistas, dedicar músicas a amigos entre outras opções relacionadas. Também instalei o Simply RSS para mostrar as últimas postagens de meu blog no perfil.

Aplicações oficiais

Resolvi chamar de aplicações oficiais as que vêm por padrão instaladas no Facebook. O mais legal é poder remover os recursos não utilizados, que em outras redes ficariam lá, enchendo o saco do usuário. As aplicações oficiais são:

  • Grupos: Já descrita acima
  • Fotos: Álbuns de fotos, com a função de “tagear” pessoas nas fotos.
  • Vídeos: Vídeos, upload e compartilhamento de vídeos que nem testei.
  • Eventos: Anúncios de eventos com as mesmas funções de privacidade dos grupos.
  • Itens postados: Para compartilhar links favoritos com os amigos.
  • Notas: Escrever e compartilhar os posts. Pode ser usado como “blog”, inclusive é possível importar um blog externo pelo feed do mesmo.
  • Presentes: Presentes virtuais pagos (valor de 1 dólar) para demonstrar que os seus amigos não valem nem $1,99.
  • Marketplace: Mercado livre Classificados.

Personalizar perfil

Junto com as aplicações, também é interessante mexer nos blocos do perfil, adicionando e removendo, enrolando e esticando, movendo e trocando a coluna, alterando preferências e editando o status (o que você está fazendo), sem as frescuras de modificar o fundo, deixar tudo coloridinho e alterar o CSS com as cagadas de muitos perfis no MySpace, que mais parecem flogs de miguxos.

Mini-feed

Exibe todas as ações do usuário no Facebook. Sim, pode ser configurado para não registrar determinadas atividades e os registros podem ser apagados (uma mão na roda para quem usar o Facebook bêbado).

Privacidade

Em uma página o usuário pode configurar todas as opções de privacidade do Facebook, onde também é possível bloquear/limitar o acesso de determinados usuários ao seu perfil. A privacidade dos aplicativos pode ser configurada na página “Edit My Applications”.

Música

Uma das funções mais interessantes do MySpace é a divulgação para bandas/artistas da música. O Facebook Music permite a criação de páginas para a divulgação do trabalho de músicos, sem limite de músicas (ao contrário do MySpace) e que podem ser personalizadas com aplicações como o iLike. O MySpace é o líder absoluto na música em uma rede social, mas o Facebook mostrou que pode tentar correr atrás.

Conclusão.

O Facebook é realmente muito superior ao Orkut e MySpace, ainda servindo de inspiração para as novidades implementadas nesses concorrentes. O problema (ou o maior ponto pró) do Facebook é a falta de popularização entre os brasileiros, que não conhecem redes não-orkut. Não conheço ninguém que utilize o Facebook, por isso fiquei com meu perfil sozinho. Me adicione quem quiser trocar uma idéia, porque meu perfil está condenado a virar câmara dos deputados em quarta-feira de cinzas.

Opera vs. Firefox - Análise comparativa

Sunday, February 10th, 2008

Fiz a minha “análise duelista geral” dos dois melhores navegadores da atualidade (e desde anos). De um lado o Opera, o primeiro browser que usei depois do Internet Explorer (foi uma sensação de que tinha virado milionário do dia pra noite), o conheci em 2004. Do outro lado o Mozilla Firefox, navegador que conheci e me tornei usuário no começo de 2005, no primeiro teste com Linux (foi no Kurumin 4.0). As comparações a seguir refletem minha opinião, sem ser fanboy de porra nenhuma!

Desempenho

O Opera é o melhor, com uso de memória bem mais baixo e carregamento das páginas mais rápido. Em 2004, ainda na internet discada, quando troquei o IE pelo Opera foi como trocar um Fusca por uma Ferrari, sem exageros.
Ponto para o Opera.

Configurações

Acho os painéis de configuração de ambos os browsers amigáveis, apesar de achar o do Opera levemente mais organizado. Ainda prefiro o Opera pelas configurações rápidas, localizadas no menu “Ferramentas” e também no menu dos óculos, porque realmente agilizam. Destaque para as páginas opera:config (do Opera, é claro) e about:config (do Firefox).
Ponto para o Opera.

Atualizações

O sistema de atualizações do Firefox é eficiente. Quando há uma nova atualização o usuário é avisado e faz a atualização de forma transparente, apenas mandando o assistente receber a nova versão e, ao terminar o download, basta reiniciar o Firefox. O usuário também recebe avisos novas versões das extensões instaladas, podendo atualizar transparentemente. No Opera o usuário é apenas avisado sobre a nova versão, sendo que para atualizar é redirecionado para a página de download, tem que fazer o download do instalador completo e instalar de novo “por fora”.
Ponto para o Firefox.

Interface

Por padrão o Opera vem bem limpo, só a barra de abas e a de endereço, deixando uma área útil grande com o necessário a disposição, porém o mais legal é a flexibilidade de personalização e a quantidade de outras barras que podem ser ativadas, com destaque a coluna dos painéis laterais, que “meio-aberta” ocupa só uns 90 pixels e tem acesso as utilidades do navegador ali, no ladinho. O Firefox tem poucas barras disponíveis, sem nenhuma cool, apesar de ter uma opção para adicionar novas barras, e ser mais personalizável com extensões.
Ponto para o Opera.

Visual (Temas)

Visual não é um detalhe realmente importante, uma vez que o IE7 ficou bonito (eu achei), porém faz parte, tem muita gente que quer ter o mais cool. O visual padrão do Opera é muito superior ao do Firefox, mas a disponibilidade de temas pro navegador do panda (jurava que era uma raposa?) é muito mais ampla.
Ponto para o Firefox.

Configurações

Acho os painéis de configuração de ambos os browsers amigáveis, apesar de achar o do Opera levemente mais organizado. Ainda prefiro o Opera pelas configurações rápidas, localizadas no menu “Ferramentas” e também no menu dos óculos, porque realmente agilizam. Destaque para as páginas opera:config (do Opera, é claro) e about:config (do Firefox).
Ponto para o Opera.

Favoritos

O gerenciamento dos favoritos (marcadores) no Opera é melhor, com certeza. Opções de importar e exportar os marcadores (inclusive em HTML) estão bem presentes, enquanto o browser da Mozilla apenas tem opções para importar. Outro detalhe é a barra dos favoritos (ou barra pessoal), que no Firefox é necessário adicionar na pasta “Barra dos favoritos”, forçando os caras bem organizados (isso é sério) a duplicar o favorito, enquanto que no Opera basta marcar uma propriedade, além de existir outra propriedade para a coluna dos painéis laterais.
Ponto para o Opera.

Histórico

A ferramenta de histórico dos dois browser serve para a sua proposta: Encontrar a maldita página que eu acessei ontem e pensei que não precisava salvar nos favoritos. Como prefiro a organização de cada um dos últimos 7 dias usada no Firefox…
Ponto para o Firefox.

Downloads

Nenhum dos navegadores sendo comparados tem um gerenciador de downloads cheio de recursos, mas prefiro o do Opera por ser integrado (não abre em uma janelinha chata, que nem o da Mozilla), mostrar mais informações, poder retomar o download do ponto que parou quando a conexão caiu (sim, o Firefox cancela o maldito nesses casos) e ter suporte a bittorrent.
Ponto para o Opera.

Pesquisa integrada

Ambos os browsers têm o Google™ como sua busca padrão. A caixa de buscas do Firefox inclui opções mais relevantes para nós brasileiros, além de a adição de novos sistemas ser mais simples que no Opera. É possível enviar qualquer palavra para o “estou com sorte” do Google™ usando o campo de endereço dos dois browsers do Firefox como se fosse a caixa de busca. No Opera há comandos (definidos nas preferências) para usar determinado sistema de busca na barra de endereços. A busca interna (popular Ctrl + F) do Firefox ganha, pois é aberta em uma barra no rodapé em vez de uma pop-up (para um navegador tão “aba-integrado” como Opera soa como um “sai da minha aba sai pra lá”).
Ponto para o Firefox.

Navegação por abas

Abas no navegador, o conceito mais maravilhoso que o Opera fez antes de todo mundo. Eu ficava p*** da vida de saber que o Firefox, na sua versão 1.5, vinha configurado para abrir os links em novas janelas (putz, eles queriam imitar o IE?!). Voltando ao assunto, o Opera ainda é superior, porque traz a opção de travar as abas (maravilhoso, quando não quer que ela morra num fechamento em massa), a de clonar abas e a lixeirinha para abrir abas fechadas anteriormente (no Firefox pode ser feito no “Reabrir aba”, do menu “Histórico”).
Ponto para o Opera.

Sessões

Outro excelente conceito que nasceu no Opera. O navegador norueguês fica na frente pelo seu gerenciador de sessões.
Ponto para o Opera.

Lembrar senhas e campos de formulários

O Opera tem o Wand, uma boa ferramenta para guardar e gerenciar senhas, e para os dados de formulários apenas há a opção de definir informações geralmente pedidas (nome, endereço, etc.) para facilitar o seu preenchimento. O Firefox também tem um gerenciador de senhas, o qual pode ser protegido com uma senha mestra para maior segurança, e o navegador lembra exatamente os dados já inseridos naquele campo específico de um formulário.
Ponto para o Firefox.

Cliente de e-mail

O Opera tem um cliente de e-mails simples integrado, podendo cobrir o básico, mas não consegue me agradar (prefiro o Gmail). O Firefox não tem um cliente de e-mails integrado, porém o Mozilla Thunderbird (é da mesma fundação) é excelente. Apesar de não ser o Firefox em si…
Ponto para o Firefox.

Leitor de feeds

O Opera tem um gerenciador de feeds de verdade, já o Firefox tem apenas a utilidade de mostrar as entradas que estão atualmente no feed, sem salvar nada. Detalhe: o Thunderbird tem um gerenciador de feeds.
Ponto para o Opera.

Apagar rastros

Essa é, sem dúvida, a ferramenta mais adorada pelos punheteiros, que não perdem uma chance de entrar em sites de sacanagem. Os dois navegadores fazem a faxina como esperado, mas o Opera tem os “detalhes mais detalhistas”.
Ponto para o Opera.

Extensões – Novas ferramentas

Aqui só dá Firefox, são inúmeras extensões que podem ser facilmente instaladas e integradas ao navegador, com mil e uma utilidades, tem de tudo mesmo, muita coisa boa. O Opera tem apenas uns widgets, umas aplicações javascript que ficam voando, são realmente irritantes e até hoje não achei utilidade nisso.
Ponto para o Firefox.

Filtro de conteúdo

O Opera ganha disparado aqui, com sua ferramenta de bloquear conteúdo individualmente (selecionando individualmente a imagem ou flash individualmente), além das opções essenciais para desativar javascript, imagens, cookies, pop-ups ou plugins, e principalmente pelas preferências individuais para sites (muito, muito boa!). O Firefox vem com as básicas além da possibilidade de desativar as imagens de um site. Claro que o usuário do Firefox deve conhecer o Adblock.
Ponto para o Opera.

Corretor ortográfico

Só no Firefox há os dicionários integrados por extensão, sendo que a própria Mozilla incentiva a instalação deles. O Opera é compatível com o GNU Aspell.
Ponto para o Firefox.

Documentação

Pela comunidade maior, por ser um software open source e pela maior globalização (não, não é o “plim plim”) o Firefox tem uma documentação muito maior e melhor, sem dúvidas.
Ponto para o Firefox.

Desenvolvedores

O Opera já vem com ferramentas excelentes para o desenvolvedor web como, por exemplo, o gerenciador de cookies (sim, tem gente que quer roubar orkut do miguxo), o modo do autor/usuários (vale a pena testá-lo), o editor de código-fonte on-the-fly, o atalho para validar a página no W3C (Ctrl + Alt + V) e os modos de visualização (tela pequena, impressão, tela cheia/quiosque – para testar folhas de estilos). Uma ferramenta excelente que a equipe do Opera libera para desenvolvedores é o Opera Developer Console. O Firefox tem pouca coisa para o desenvolvedor, mas com a extensão Web Developer fica excelente.
Ponto para o Opera.

Segurança

Falar de segurança é muito relativo, já que sabemos que o principal problema é, na esmagadora maioria das vezes, o que está entre o monitor e a cadeira, mas podemos destacar a proteção contra pishing (páginas de fraude) dos dois navegadores. Pelo histórico, popularidade e por ser open source o Firefox é relativamente menos seguro que o Opera, porém o trabalho no desenvolvimento e nas atualizações é eficiente, como dito anteriormente.
Ponto para o Opera.

Outros recursos do Opera

Vale a pena conferir o controlador por voz do Opera, as notas (muito útil com um Ctrl + Shift + V) e até o Speed Dial (descobri uma utilidade). Confira na página do Opera.

Resultado e Conclusão

Opera 12 X 9 Firefox

O Opera ganhou, e merecido, já que fui eu respeito minhas opiniões. O Opera é aquele browser que vem com tudo dentro, num trabalho de qualidade dos desenvolvedores, mantendo ainda o Opera Mini, para celulares. Por outro lado, o Mozilla Firefox é um navegador cheio de bons recursos, que pode ser ampliado com a enorme quantidade de extensões desenvolvidas pela comunidade.

O mais legal de tudo é que meu navegador padrão no dia-a-dia é o Firefox (foi por um bom tempo até agora - 11/02/08 - voltei pro Opera). E não vem falar merda não, porque eu uso o software que atende as minhas necessidades. Se você leva software pro lado pessoal, como muito usuário fanático de Linux, você é idiota. Mas tem um porém, se você leu o post até aqui e disser que o IE é bom porque atende as suas necessidades, morra por favor, e que toque Menudos no seu funeral. :)